Atores param atividades em protesto histórico
Na última segunda-feira, atores de cinema, televisão e teatro iniciaram uma greve geral que já afeta centenas de produções nos Estados Unidos e no Brasil. A paralisação, liderada pelos sindicatos SAG-AFTRA (EUA) e SATED (Brasil), exige reajuste salarial, melhores condições de trabalho e maior transparência nos contratos de streaming.
Em Los Angeles, atores como Meryl Streep e Leonardo DiCaprio se uniram aos piquetes em frente aos estúdios da Warner Bros. e Disney. Já no Rio de Janeiro, atores como Fernanda Montenegro e Wagner Moura lideram manifestações em Copacabana e na Cinelândia.
As negociações com a AMPTP (Associação de Produtores de Cinema e Televisão) e com a Ancine estão estagnadas. O impasse gerou o cancelamento de eventos como o Festival de Gramado e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A expectativa é que a greve dure pelo menos 30 dias, afetando mais de 10 mil profissionais.
Enquanto isso, o mercado de streaming sofre com a falta de conteúdo original. Plataformas como Netflix e Amazon Prime Video recorrem a catálogos estrangeiros para minimizar os danos. A crise reacende o debate sobre os direitos dos artistas na era digital.
