São Paulo, agosto de 2026
No ano em que o humor se tornou a válvula de escape de um país polarizado, um grupo de comediantes resolveu transformar a crise em piada. Nomes consagrados como Fábio Porchat, Mariana Xavier e Paulo Vieira se uniram a revelações como Yuri Marçal e Nátaly Neri para a turnê “Riso Coletivo”, que promete percorrer 20 cidades até dezembro.
A ideia, segundo os organizadores, é resgatar o espírito dos antigos programas de humor, mas com a atual linguagem dos clubes de comédia. “O público quer rir junto, não apenas assistir”, explica Porchat. “Cada show tem um formato híbrido, com participações surpresa e improviso baseado nas notícias do dia.”
Entre os momentos mais aguardados está o encontro de gerações: Didi, eternizado por Renato Aragão, fará uma participação especial em três datas, relembrando a época em que o humor era um nicho familiar. “É uma honra dividir o palco com esses talentos”, declarou Aragão, em coletiva.
Mas a turnê não é apenas celebração. Os comediantes pretendem usar o lucro dos ingressos para financiar projetos de humor em periferias, como oficinas de roteiro e de interpretação. “A comédia brasileira sempre saiu das ruas, mas hoje precisa de estrutura”, diz Mariana Xavier.
Especialistas apontam que a iniciativa reflete uma tendência maior: o crescimento dos festivais de humor no país, como o Festival Risadaria, que em 2025 bateu recorde de público. Para o crítico Luiz Zanin, essa união é um marco. “Pela primeira vez, os artistas percebem que juntos podem mais, seja no palco ou nas plataformas digitais.”
Com ingressos esgotados em menos de 24 horas, a turnê já cogita uma segunda temporada para 2027, com desembarque em Portugal e nos Estados Unidos. Enquanto isso, o público pode esperar mais novidades: um especial na Netflix está sendo gravado durante uma das apresentações no Rio de Janeiro.
Ao final de cada show, uma mensagem uníssona: “Rir é o melhor remédio, mas rir junto é uma revolução.” E é exatamente isso que o público tem experimentado.
