A Origem do Golpe
Em 1980, o empresário americano Dennis Hope descobriu uma suposta brecha legal no Tratado do Espaço Exterior de 1967. Segundo ele, como nenhum país ou indivíduo havia reivindicado formalmente a Lua, ele poderia fazer isso em seu próprio nome. Assim, Hope fundou a Lunar Embassy e começou a vender parcelas de 1 acre (cerca de 4.000 m²) na Lua por 19,99 dólares cada. Para dar credibilidade ao negócio, ele registrou a reivindicação em um cartório e passou a emitir títulos de propriedade.
Milhões de Dólares e Famosos Enganados
Até hoje, Hope afirma ter vendido mais de 600 milhões de acres da Lua, gerando uma receita estimada em 10 milhões de dólares. Entre os compradores estão celebridades como Tom Hanks, Brad Pitt e até ex-presidentes americanos. A ideia era tão absurda que viralizou, tornando-se um dos maiores golpes de marketing da história.
O Aspecto Legal
O Tratado do Espaço Exterior, assinado por mais de 100 países, proíbe a apropriação nacional de corpos celestes, mas não menciona propriedade privada. Especialistas em direito espacial argumentam que a venda de terrenos lunares é legalmente nula, mas Hope continua operando, argumentando que seus contratos têm valor ‘simbólico’ ou de ‘lembrança’. A ONU já se manifestou contra a prática, mas não há legislação específica que criminalize a venda.
O Legado
Dennis Hope tornou-se uma figura controversa: para uns, um vigarista; para outros, um gênio do marketing. Seu site ainda vende lotes, não apenas na Lua, mas em Marte e em outros planetas. A história levanta questões sobre ética, direito espacial e até onde vai a criatividade humana para ganhar dinheiro.
Curiosidades
- Hope também vendeu terrenos em Marte e em luas de Júpiter.
- Ele afirma ter recebido pedidos de compra de pessoas que queriam ‘enterrar’ entes queridos na Lua.
- Em 2010, um grupo de astrônomos descobriu que Hope havia ‘vendido’ o mesmo lote para várias pessoas diferentes.
