Nas entranhas de Petra, a lendária cidade esculpida na rocha da Jordânia, um enigma tem fascinado arqueólogos e turistas: o chamado ‘Relógio de Sol Eterno’. Diferente dos relógios de sol convencionais, que dependem da posição do sol, este dispositivo, esculpido em um afloramento de arenito, parece marcar as horas com precisão milimétrica, mesmo em dias nublados. Cientistas acreditam que ele utiliza uma combinação de reflexos internos e a estrutura cristalina da rocha, que age como uma lente natural, concentrando a luz.
A descoberta, publicada na revista Arqueoastronomia, revela que o mecanismo, com mais de 2.000 anos, foi provavelmente usado pelos nabateus, uma civilização que dominou o comércio de especiarias na região. ‘Eles eram mestres em engenharia hidráulica e astronomia, mas este relógio vai além de tudo que vimos’, afirma a Dra. Elena Vasquez, líder do estudo. ‘A precisão é surpreendente: ele se ajusta às estações, e cada marcação corresponde a um evento astronômico, como o solstício de verão.’
Para os turistas, o relógio se tornou um ponto de peregrinação. Muitos relatam que, ao se posicionarem em um local específico, podem ver um feixe de luz que ‘acende’ uma marca dourada, indicando a hora exata. ‘É mágico, parece que o tempo foi congelado’, diz Maria, uma visitante brasileira. A equipe de pesquisa planeja agora construir uma réplica em tamanho real para estudar os fenômenos ópticos envolvidos.
Enquanto isso, o mistério permanece: como uma civilização antiga, sem computadores ou lasers, conseguiu criar um dispositivo tão sofisticado? A resposta pode estar na observação paciente do céu e no conhecimento empírico transmitido por gerações. Uma coisa é certa: Petra, que já foi uma das cidades mais prósperas do mundo antigo, continua revelando seus segredos, desafiando nossa compreensão do passado.
